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Cinco vilarejos entre o mar e os terraços moldam as Cinque Terre, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati inclui a região nos roteiros pela Ligúria

Hana Velorin
Hana Velorin Publicado outubro 19, 2026
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Antonella Amaral Giancoli
Antonella Amaral Giancoli
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Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore formam uma paisagem cultural reconhecida pela Unesco, marcada por antigos caminhos, vinhedos em encostas íngremes e muros de pedra seca construídos ao longo de séculos

Na costa leste da Ligúria, Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore ocupam uma faixa de litoral marcada por encostas abruptas e pequenos núcleos históricos. A relação entre os vilarejos, o mar e os terraços agrícolas é justamente um dos elementos que levou a Unesco a reconhecer, em 1997, o conjunto formado por Porto Venere, Cinque Terre e as ilhas de Palmaria, Tino e Tinetto como Patrimônio Mundial.

Durante séculos, a geografia dificultou as conexões por terra. Antes da construção da ferrovia entre Genova e La Spezia, na década de 1870, boa parte desse trecho da costa era acessível principalmente pelo mar. Hoje, Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui as Cinque Terre nos roteiros pela Ligúria combinando caminhadas, trem e, quando as condições permitem, deslocamentos de barco.

Caminhos que atravessam uma paisagem construída à mão

O Sentiero Verde Azzurro, também conhecido como Sentiero Azzurro, acompanha diferentes trechos da costa e conecta os cinco vilarejos por uma sequência de caminhos. O percurso, porém, não deve ser tratado como uma trilha permanentemente aberta de ponta a ponta: deslizamentos, manutenção e condições meteorológicas podem provocar fechamentos temporários, por isso o estado dos trechos precisa ser verificado antes de cada caminhada.

Ao longo do caminho aparecem os terraços que ajudaram a transformar encostas pouco favoráveis à agricultura em áreas cultiváveis. A Unesco registra que essa paisagem foi moldada ao longo de quase mil anos, com muros de pedra seca sustentando principalmente vinhas e oliveiras em terrenos que chegam a altitudes de centenas de metros.

Mais do que chegar de um vilarejo a outro, caminhar por esses trechos permite observar como ocupação humana e relevo foram sendo adaptados um ao outro.

Vinhedos que acompanham a inclinação do terreno

A viticultura continua sendo uma das expressões mais conhecidas dessa paisagem. Nos terraços são cultivadas uvas destinadas ao Cinque Terre DOC e ao Cinque Terre Sciacchetrà DOC, vinho passito associado à tradição local.

O trabalho nas vinhas permanece particularmente exigente devido à inclinação das encostas, à pequena dimensão de muitas parcelas e à dificuldade de mecanização. Sistemas de transporte por trilhos e outros recursos foram incorporados ao longo do tempo, mas a manutenção dos muros e o cultivo ainda dependem de uma relação muito direta com o terreno.

Para Antonella, é justamente essa dimensão que impede que as Cinque Terre sejam reduzidas à imagem das casas coloridas vistas do mar.

“As Cinque Terre ficam muito mais interessantes quando a família percebe quanto trabalho existe por trás daquela paisagem. Os terraços não são apenas parte da vista, foram construídos para tornar possível cultivar uma costa extremamente inclinada. Por isso gosto de combinar os vilarejos com algum trecho de caminhada e, quando faz sentido, uma aproximação com a produção de vinho local”, explica Antonella Giancoli.

Cinco vilarejos conectados principalmente pelo trem

Hoje, o trem é a maneira mais prática de circular entre os cinco núcleos, com estações em Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Na temporada de navegação, barcos também conectam diferentes pontos da costa, mas Corniglia, situada sobre uma elevação e sem porto equivalente ao dos demais vilarejos, não faz parte dessas ligações marítimas regulares.

A circulação de carros é limitada pela própria configuração dos centros históricos e pelas condições das estradas de acesso, mas as Cinque Terre não são cinco localidades totalmente livres de veículos. Para quem visita, porém, trem, caminhada e barco costumam ser alternativas mais adequadas para percorrer a região.

Essa combinação também permite adaptar o roteiro ao perfil de cada família. Nem todos os trechos precisam ser percorridos a pé, e fatores como calor, estado das trilhas e fluxo de visitantes entram na decisão sobre quais caminhos incluir. Durante períodos de temperaturas elevadas, o próprio parque recomenda evitar caminhadas nas horas mais quentes, especialmente nos trechos mais expostos do Sentiero Verde Azzurro.

Nos roteiros da Benarrivati, Antonella Giancoli trata as Cinque Terre como uma paisagem que precisa ser percorrida em diferentes escalas. O trem aproxima os vilarejos, os caminhos revelam os terraços e o mar mostra a dimensão vertical de uma costa moldada durante séculos por comunidades que precisaram adaptar agricultura e moradia a um território estreito e íngreme.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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