Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, explica que as lesões cutâneas representam um dos problemas mais frequentes na prática clínica, abrangendo desde feridas simples até quadros complexos que exigem acompanhamento especializado. Compreender o que são essas lesões, sua epidemiologia e os cuidados adequados é fundamental para prevenir complicações e promover uma recuperação eficaz.
A pele é o maior órgão do corpo humano e atua como uma barreira essencial contra agentes externos. Quando essa proteção é comprometida, surgem riscos que vão além da lesão local, podendo afetar a saúde geral e a qualidade de vida do paciente.
Continue lendo o artigo a seguir, e entenda os principais tipos de lesões cutâneas, quem são os grupos mais afetados e quais cuidados são indispensáveis. Além de dicas para os cuidados do dia a dia.

O que são lesões cutâneas?
Lesões cutâneas são alterações na integridade da pele que podem resultar de diferentes causas, como traumas, queimaduras, infecções, doenças crônicas ou procedimentos cirúrgicos. Elas variam em profundidade, extensão e gravidade, exigindo abordagens distintas de tratamento.
Segundo Milton Seigi Hayashi, a correta identificação do tipo de lesão é o primeiro passo para definir a conduta adequada. Lesões superficiais tendem a evoluir bem com cuidados básicos, enquanto quadros mais profundos ou extensos demandam avaliação médica especializada. A classificação adequada permite reduzir riscos de infecção, acelerar a cicatrização e evitar sequelas funcionais e estéticas.
Epidemiologia das lesões cutâneas
Do ponto de vista epidemiológico, as lesões cutâneas estão entre as causas mais comuns de atendimento em serviços de saúde. Elas afetam todas as faixas etárias, mas apresentam maior incidência em alguns grupos específicos. Tal como apresenta o médico cirurgião, Milton Seigi Hayashi, destacam-se como populações de maior risco:
- Crianças, especialmente em acidentes domésticos
- Idosos, devido à fragilidade da pele e à presença de doenças crônicas
- Trabalhadores expostos a riscos físicos, térmicos ou químicos
- Pacientes com doenças como diabetes e insuficiência vascular
As queimaduras, em particular, possuem grande relevância epidemiológica por seu potencial de gerar sequelas permanentes e impacto psicológico significativo.
Principais tipos de lesões cutâneas
As lesões cutâneas podem ser classificadas de acordo com sua causa e profundidade. Entre as mais comuns, estão:
- Feridas traumáticas, como cortes e lacerações
- Queimaduras térmicas, químicas ou elétricas
- Úlceras de pressão
- Feridas cirúrgicas
- Lesões decorrentes de doenças dermatológicas
Conforme aponta Milton Seigi Hayashi, cada tipo de lesão exige cuidados específicos, sendo inadequado adotar abordagens padronizadas sem avaliação clínica adequada.
Cuidados essenciais no tratamento
O cuidado com lesões cutâneas deve ser individualizado e baseado em princípios clínicos bem estabelecidos. A conduta correta reduz o risco de infecções, acelera a cicatrização e melhora o resultado funcional e estético. Entre os cuidados essenciais, destacam-se:
- Higienização adequada da lesão
- Avaliação da profundidade e extensão
- Controle de infecção
- Uso correto de curativos
- Acompanhamento da evolução cicatricial
Milton Seigi Hayashi evidencia que a escolha do tratamento deve considerar o estado geral do paciente, a causa da lesão e a presença de fatores que possam retardar a cicatrização.
Importância do acompanhamento especializado
Lesões cutâneas que não evoluem adequadamente ou apresentam sinais de complicação devem ser avaliadas por profissionais especializados. Em alguns casos, a atuação do cirurgião plástico é fundamental para corrigir deformidades, restaurar função e minimizar sequelas.
Assim como destaca o médico cirurgião, Milton Seigi Hayashi, a intervenção precoce pode evitar a progressão da lesão e reduzir a necessidade de procedimentos mais complexos no futuro. O acompanhamento contínuo também permite ajustes no tratamento conforme a resposta do paciente. Essa abordagem integrada é essencial para alcançar resultados mais seguros e duradouros.
Prevenção e educação em saúde
A prevenção desempenha papel central na redução da incidência de lesões cutâneas. Medidas simples, como cuidados no ambiente doméstico, uso de equipamentos de proteção no trabalho e atenção a doenças crônicas, podem evitar grande parte desses quadros.
Tal como considera e resume, Milton Seigi Hayashi, a educação em saúde é uma ferramenta poderosa para conscientizar a população sobre os riscos e cuidados básicos com a pele. Informar corretamente pacientes e familiares contribui para diagnósticos mais precoces e melhores desfechos clínicos.
A prevenção, aliada ao tratamento adequado, reduz impactos físicos, emocionais e sociais associados às lesões cutâneas.
Autor: Dmitry Ignatov
