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Folha Médica > Blog > Notícias > Seguro de aeronave: o que cobre e por que é praticamente obrigatório?
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Seguro de aeronave: o que cobre e por que é praticamente obrigatório?

Hana Velorin
Hana Velorin Publicado setembro 8, 2026
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Wander Aguilera Almeida
Wander Aguilera Almeida
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Muitos futuros proprietários de aeronave concentram toda a atenção no valor de compra e na manutenção, deixando o seguro como item secundário a ser resolvido depois da aquisição já concluída. O empresário e piloto privado Wander Aguilera Almeida analisa esse tipo de prioridade invertida como um dos erros mais recorrentes entre quem está adquirindo o primeiro avião, já que parte dessa proteção é exigida por lei antes mesmo da aeronave decolar pela primeira vez.

Existem, na prática, duas camadas distintas de proteção que qualquer proprietário precisa entender antes de contratar apólice alguma, cada uma cobrindo uma parte diferente do risco envolvido. As próximas linhas destrincham cada uma dessas camadas e explicam por que raramente compensa contratar apenas uma delas isoladamente.

O que é o seguro RETA e por que ele é obrigatório?

O seguro de Responsabilidade do Explorador e Transportador Aéreo, conhecido pela sigla RETA, precisa acompanhar fisicamente qualquer aeronave em operação no território nacional, junto com o comprovante de pagamento em dia. Wander Aguilera Almeida explica que essa obrigatoriedade existe independentemente da finalidade do voo, cobrindo tripulantes, passageiros e também pessoas ou bens no solo em caso de acidente durante a operação.

Sem esse documento a bordo, a aeronave simplesmente não está regularizada para voar, expondo o piloto a complicações que vão muito além da simples multa administrativa prevista em regulamento vigente.

Essa exigência vale tanto para aeronaves de pequeno porte usadas como passatempo pessoal quanto para operações comerciais de maior escala, sem qualquer distinção quanto à finalidade declarada do voo realizado naquele dia.

Que proteção o seguro casco oferece ao proprietário?

Diferente do RETA, voltado a terceiros, o seguro casco protege a própria aeronave contra danos físicos causados por colisão, incêndio, furto ou outros riscos previstos na apólice contratada pelo proprietário. Segundo Wander Aguilera Almeida, essa modalidade funciona como investimento direto na preservação financeira do patrimônio, já que reparos estruturais em aeronaves custam significativamente mais do que a maioria imagina antes de precisar deles.

Wander Aguilera Almeida
Wander Aguilera Almeida

Cobertura em solo, voltada especificamente a danos ocorridos enquanto a aeronave está parada em hangar, complementa a proteção principal e geralmente interessa sobretudo operadores de aviação agrícola, cujas aeronaves permanecem longos períodos estacionadas entre uma operação e outra.

Por que muitos pilotos contratam RETA e casco em conjunto?

Embora sejam apólices juridicamente distintas, corretores especializados recomendam quase sempre a contratação conjunta, já que cada uma cobre uma face diferente do mesmo risco operacional enfrentado por qualquer proprietário. Wander Aguilera Almeida reforça que separar essas proteções deixa brechas perigosas, especialmente para quem já investiu capital relevante na própria aeronave.

Um sinistro que danifique tanto a aeronave quanto terceiros exigiria acionar duas apólices completamente diferentes; caso o proprietário tivesse contratado apenas uma delas, complicaria ainda mais um momento já suficientemente estressante para qualquer família envolvida.

Que cuidados evitar na hora de contratar essa proteção?

Subestimar o valor real da aeronave ao declarar o montante segurado é erro que compromete diretamente a indenização recebida em caso de perda total, alerta Wander Aguilera Almeida sobre um dos deslizes mais comuns entre proprietários de primeira viagem que buscam economizar no valor do prêmio. Ler atentamente as exclusões de cada apólice, e não só as coberturas anunciadas, evita surpresas no momento em que a proteção deveria funcionar sem questionamento.

Revisar anualmente o valor segurado, ajustando conforme desvalorização ou benfeitorias feitas na aeronave, mantém a apólice sempre alinhada à realidade patrimonial do proprietário ao longo dos anos de posse. Tratar o seguro como parte inseparável do custo de possuir uma aeronave, e não como despesa evitável, protege tanto o patrimônio do piloto quanto sua tranquilidade para voar sem essa preocupação constante em mente, voo após voo.

Tag:Empresário Wander Aguilera AlmeidaO que aconteceu com Wander Aguilera AlmeidaQuem é Wander Aguilera AlmeidaTudo sobre Wander Aguilera AlmeidaWander Aguilera Almeida
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